segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A Copa do Pantanal: Legados do Mundial para a capital mato-grossense

Desirêe Galvão, Gabriela Poletto, Isabela Mercuri

A Copa do Mundo de Futebol acabou no dia 13 de julho e a maioria dos turistas já foi embora. Em Cuiabá, os legados são, principalmente, obras inacabadas. Foram vinte e três planos para melhoria da mobilidade urbana na capital, incluindo alargamento e duplicação de vias, e cerca de R$3 bilhões de reais investidos, mas até agora os benefícios prometidos não chegaram à população.

Ivana Fernandes mora no Santa Terezinha (bairro localizado perto da saída da cidade para Santo Antônio do Leverger) e vem duas vezes por semana à Universidade Federal de Mato Grosso trazer sua filha para aulas de ginástica artística. Ela diz que a Copa não promoveu melhorias: “O saldo seria positivo se as obras fossem finalizadas e o VLT estivesse funcionando”.

O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) funcionaria como um metrô de superfície, e deveria ligar o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, aos bairros do CPA e à área do Coxipó até o Centro, com 33 estações. O prazo para que o veículo começasse a funcionar era março de 2014, e o valor inicial foi de 1,47 bilhão. Veja no vídeo um dos trechos onde o VLT já deveria estar passando:


Centros de Treinamento Oficiais (COT)
No início dos planejamentos, a intenção era construir quatro COT's em Cuiabá: um na UFMT, um no Estádio Dutrinha, um na Morada do Ouro e um em Várzea Grande, na região da Barra do Pari. No entanto, dois projetos foram interrompidos (Dutrinha e Morada do Ouro) e um não foi usado na Copa (Pari). Já o da UFMT teve o gramado cedido apenas para o treinamento da seleção sul-coreana e está fechado até que a obra seja concluída e a Universidade assuma a responsabilidade sobre o local. 

Veja no vídeo a situação do COT da UFMT:


Os alunos de Educação Física esperam com ansiedade a abertura do Centro de Treinamento e acreditam que este é um legado importante para o curso. “Vai ser bom para os laboratórios de pesquisa do Nafimes [Núcleo de Aptidão Física, Informática, Metabolismo, Esporte e Saúde], aos cursos de extensão e às aulas de atletismo e futebol”, disse Paloma Nara, estudante do 5º semestre.

O projeto do COT inclui um campo de futebol de medidas oficiais (105m x 68m) e uma pista de atletismo de alto desempenho, a única do Estado que terá padrões internacionais de competição (400 metros de extensão e área total de mais de seis mil metros quadrados), além das arquibancadas com capacidade para 1500 torcedores. 

Sobre isso, veja a opinião de Matheus Souza, estudante do 3º semestre de Educação Física:


Arena Pantanal
O estádio construído em Cuiabá para o mundial foi considerado pelos torcedores um dos melhores do país. Em uma pesquisa realizada pelo portal UOL, a Arena ficou em segundo lugar com nota 9,2. A primeira posição ficou com a Arena Fonte Nova, em Salvador, com pontuação 9,7. Os quesitos avaliados foram comida, facilidade de acesso, ajuda dos voluntários, sinal de celular, segurança e limpeza e conforto. Em último lugar ficou o Estádio do Maracanã (RJ), sede da final da Copa, com nota 7,4.

Contrariando as expectativas dos pessimistas, que acreditavam que a Arena ficaria subutilizada, desde o final da Copa já aconteceram oito jogos e um show no local. E não foi só a Arena que causou boa impressão. Um dos maiores elogios dos turistas foi a receptividade do povo cuiabano. É o que nos conta a estudante Stela de Oliveira, 5º semestre de Publicidade e Propaganda da UFMT:


Os projetos de infraestrutura desenvolvidos para a Copa não desagradam completamente os cidadãos. No entanto, as falhas na execução deles causaram transtornos à vida dos cuiabanos, que esperam a solução o mais rápido possível.

Galeria de fotos
Viaduto da Av. Fernando Correa 
Matheus Souza, estudante
Centro de Treinamento da UFMT
Ivana e Márcia, moradoras de Cuiabá




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Pós-Graduação em Filosofia promove curso sobre a obra de Deleuze

Luiz Nogueira e Odair de Morais



Começa hoje, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o curso de extensão “O abecedário de Gilles Deleuze: articulações filosóficas, artísticas e educacionais”, no auditório 1 do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS).

A professora Dr. Carla Rodrigues Gonçalves, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), explica que, durante as aulas, serão discutidas questões como a formação docente atual e a produção de novos modelos, principalmente nas áreas voltadas para a educação e o campo socioeducacional.

No vídeo a seguir a professora comenta a importância do curso e a utilização do pensamento deleuziano em diferentes áreas do conhecimento:


Informações básicas sobre o curso
Organizado pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia, o curso, cuja carga horária é de 30 horas, acontece entre os dias 11 e 13 de agosto. A inscrição custa R$ 15,00 e pode ser feita no local. As vagas são limitadas e todos os participantes receberão certificados.

A descrição do curso e os objetivos podem ser conferidos no site.

Vivien Cardonetti, da Universidade Federal de Santa Maria, é uma das participantes do curso em Cuiabá. .

Gilles Deleuze: histórico
Filósofo francês, nasceu em Paris, no dia 18 de janeiro de 1925. Estudou na Sorbone. Foi professor secundário de filosofia, pesquisador e professor universitário. Apresentou sua tese de doutorado em 1968. Ao lado de Michel Foucault, trouxe à tona o interesse pela obra de Nietzsche. Colaborou em diversos trabalhos do psicanalista e filósofo Félix Guattari. Morreu em Paris, no dia 4 de novembro de 1995, aos 70 anos de idade, ao lançar-se pela janela de seu apartamento. Embora fosse um homem avesso às câmeras, concedeu uma série de entrevistas à repórter Claire Parnet, entre os anos de 1988 e1989, sob a condição de que o filme só fosse exibido após a sua morte. O material filmado resultou no documentário “O abecedário de Guilles Deleuze”. 

A transcrição integral do vídeo pode ser conferida aqui. No Youtube é possível encontrar duas das três partes do filme: Parte 2 e Parte 3.

Espaço Sodré carece de informações sobre o homenageado

Odair de Morais

Antônio Sodré ficou conhecido como “o poeta da transmutação”
(Fonte: www.sociedadedospoetasamigos.blogspot.com)

Inaugurado há um ano e meio no Instituto de Linguagens (IL), o espaço Sodré traz poucas informações sobre o poeta que trabalhou por mais de duas décadas como livreiro na Universidade Federal de Mato Grosso/Cuiabá (UFMT).

No local onde mantinha um sebo, além de mesas e cadeiras personalizadas, há hoje uma exposição de trechos da obra do poeta. Mas a falta de dados biográficos compromete a identificação do homenageado, que, além de músico, era irmão do artista plástico Adir Sodré.


O músico integrou a banda Caximir como vocalista e compositor 
(Fonte: www.sociedadedospoetasamigos.blogspot.com)
Conforme informações postadas no site da instituição, a ideia de homenagear o artista foi da professora Rosângela Cálix, que esteve oito anos à frente da diretoria do Instituto. A inauguração do espaço coincidiu com a entrega do cargo à professora Maria de Jesus Patatas.

Para o escritor Ivens Cuiabano Scaff, membro da Academia Mato-grossense de Letras, Antônio Sodré foi um erudito: “Um poeta singular, cujas principais características nascem da sua cultura poética, do seu conhecimento que ia desde a poesia clássica até a contemporânea”. Ele recorda que conheceu o poeta no bairro Coxipó, no começo da década de 90.

A professora Valéria Rodrigues, estudante do curso de História na UFMT em 2002, lembra que Antônio Sodré, de certa forma, fomentava a vida cultural da universidade, estimulando e organizando festas e saraus. “Sodré era uma figura símbolo do IL, onde também funcionava o ICHS (Instituto de Ciências Humanas e Sociais). Mas, sem as referências biográficas, a homenagem ao artista ficou comprometida, pois os estudantes que diariamente passam por aqui não tiveram a oportunidade de conhecê-lo”.


Sodré idealizou o projeto "Poesia Necessária", cuja finalidade era levar poesia às escolas públicas 
(Fonte: www.sociedadedospoetasamigos.blogspot.com)
Em um vídeo intitulado “Solidão”, postado no youtube há quatro anos, uma estudante de Comunicação Social da UFMT retrata com extrema sensibilidade a faceta do músico. O poeta Ivens Scaff declarou ainda: “Nós, que tivemos contato com ele e nos emocionamos com a sua poesia, devemos a homenagem aos que não tiveram o privilégio de conhecê-lo”.

BIOGRAFIA
Poeta, músico e livreiro, Antônio Sodré nasceu em 1959, na cidade de Rondonópolis-MT. Veio para Cuiabá no final da década de 70. Cursou História, Letras e Música na UFMT, sem concluí-los. Integrou a banda Caximir, juntamente com Eduardo Ferreira e Amaury Lobo. Participou de 2 CD's. Publicou “Besta Poética” como brochura, pela IOMAT, em 1984. Ficou conhecido como “el Poeta de la Transmutación”. Fez parte da antologia “Panorama da Atual Poesia Cuiabana”, cujo projeto gráfico é de Wladimir Dias-Pino. Publicou o livro “Empório Literário”, em 2005, pela Carlini e Caniato. Faleceu vítima de infarto, no dia 19 de fevereiro de 2011.




Representantes discentes nos Colegiados: o que eles fazem?

Serão eleitos representantes discentes para colegiado de Departamento de COS, colegiado de curso de Jornalismo e congregação do IL.

Desiree Galvão e Érika Oliveira.

Eleição para representante discente na Congregação do Instituto de Linguagens acontece na sexta-feira, dia 15 de agosto, às 9 horas

Para atender às demandas administrativas e curriculares do curso, serão eleitos representantes discentes de colegiado de curso de Jornalismo, colegiado de Departamento de Comunicação Social (COS) e da Congregação do Instituto de Linguagens (IL). Mas, afinal, você sabe o que um representante discente faz? 

Segundo o estatuto da Universidade, os Colegiados e Congregação são instâncias que servem para garantir que as ações das Coordenações, chefia do Curso e do Instituto se realizem de maneira mais democrática. Sendo assim, cabe à representação discente intervir na defesa dos interesses dos estudantes, nos assuntos competentes aos cursos de graduação em Comunicação Social.

De acordo com Javier Lopez, chefe do Departamento de Comunicação Social, o representante discente assume o importante papel de expressar voz e voto dos alunos. “É primordial que se tenha representante discente nessas diferentes instâncias da nossa organização”, pontua.

Coordenador do Curso de Comunicação Social, Javier Lopez, explica a função dos representantes discentes.

Os estudantes de Comunicação estão aptos a participar de três modalidades representativas: Congregação do Instituto de Linguagens; Colegiado de Departamento de Comunicação Social; e Colegiados de Curso que são subdivididos nas habilitações de Jornalismo, Rádio e TV e Publicidade e Propaganda.

Finalidade e composição dos Colegiados
Quem compõe os colegiados são três professores efetivos, o coordenador de graduação e um representante discente. Os Colegiados de Curso são responsáveis por cumprir e fazer cumprir as normas da graduação; estabelecer as diretrizes didáticas, observadas as normas da graduação; elaborar proposta de organização e funcionamento do currículo do curso, bem como de suas atividades correlatas. 

Sobre as incumbências do Colegiado, fala Tinho Costa Marques, coordenador de Jornalismo:


Já o Colegiado de Departamento atende às demandas administrativas do curso. Segundo Javier Lopes, “além dos problemas que vêm dos Colegiados de Curso, o Departamento cuida das políticas de ensino, saída e entrada de professores, aprovação de concursos, contratação de professores, reforma curricular”. Quem compõe o elenco do Colegiado de Departamento são todos os professores efetivos, um representante discente e um técnico. Os professores contratados podem ser convidados, mas normalmente não participam.

Por fim, a Congregação do Instituto responde aos assuntos estruturais. Por exemplo: Catraca nas entradas, disponibilização de salas de aula, limpeza, espaço físico dos Centros Acadêmicos etc... São compostos por representantes técnicos, professores e alunos de todos os cursos do Instituto.

A falta de representação pode gerar problemas e injustiças aos direitos dos estudantes. Ouça o arquivo de áudio da repórter Desirêe Galvão:


Representante discente de Publicidade e Propaganda há dois mandatos, Leilaine Rezende evidencia a importância da participação dos alunos:


Eleições para representantes discentes
Os alunos que comparecem às reuniões são indicados por portaria e têm mandato de um ano. A responsabilidade de indicar os representantes discentes é do Centro Acadêmico de Comunicação Social (CaCos). Na próxima sexta (15), às 9h30, haverá uma Assembléia Geral para a votação dos representantes de Comunicação Social. O motivo da eleição é explicado por Rafael Cancian, Coordenador Financeiro:


Trabalho de Conclusão de Curso: dificuldades e dicas

Professores contam suas experiências como orientadores, e alunos falam de seus trabalhos

Isabela Mercuri, Odair de Morais, Olímpio Vasconcelos


O Trabalho de Conclusão de Curso, ou TCC como é conhecido, pode ser o último ou o primeiro passo dentro da academia. Alunos de todos os cursos precisam escrever uma monografia ou desenvolver um produto relacionado à sua área de estudo. Para quem se programa desde o semestre anterior ao da apresentação do trabalho e começa a fazer as leituras e fichamentos, ele não é um problema. No entanto, grande parte dos estudantes fica sobrecarregada próximo ao prazo final de entrega.

Joana Murça, graduanda de Rádio e TV, deveria ter se formado no semestre passado, mas encontrou problemas para desenvolver o TCC:



Nos últimos semestres, os estudantes normalmente já entram no mercado de trabalho. Este é outro motivo que os leva a adiar ou, às vezes, até abandonar o TCC. “O Governo deveria oferecer melhores condições para os alunos se manterem nos cursos sem que haja a necessidade de se inserir no mercado de trabalho antes de se formar”, explica o professor do curso de Letras, Dr. Roberto Boaventura. Ele afirma que muitos alunos precisam de dinheiro, e deixam a monografia para depois: “Às vezes, o aluno começa a trabalhar e a ganhar dinheiro, abandona o curso e deixa a faculdade”, conta.


Outro professor que visualizou problemas com seus alunos foi Tinho Costa Marques, também coordenador do curso de Jornalismo. Tinho é orientador de dois trabalhos neste semestre, mas um dos estudantes desapareceu sem concluir a monografia. “Os alunos desaparecem com frequência. Muitas vezes eles não conseguem conciliar o emprego com o tempo que o TCC exige, e ‘largam’ o trabalho final”. Segundo o professor, um trabalho de conclusão bem feito começa com organização.

Tinho Costa Marques, Coordenador de Jornalismo

Financiamento de trabalhos
Uma solução para os problemas financeiros é a distribuição de bolsas para os graduandos. Um aluno que busca essa alternativa é Thiago Marinho, estudante do sétimo semestre de Rádio e TV que já começou seu trabalho de conclusão, intitulado “Patrimônio Imaterial Cultural Cuiabano, um estudo sobre a semiótica e significado da viola de cocho”.

Thiago, aluno de Rádio e TV 
O trabalho de Thiago será formado por um documentário e um artigo científico sobre o assunto. “Eu comecei esse trabalho porque no final do primeiro semestre de 2015 vai fazer dez anos que a viola de cocho foi tombada como patrimônio imaterial pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e eles queriam um registro para saber se houve mudanças após o tombamento”. Para realizar o documentário, o aluno vai tentar patrocínio do Centro de Memória Viva da UFMT. Thiago, assim como diversos outros estudantes, precisou seguir as regras sobre como fazer um TCC.

A respeito do desenvolvimento de um Trabalho de Conclusão de Curso, “o mais importante é definir o tema e estabelecer qual é o objeto de estudo. É preciso ter foco e saber aonde quer chegar. Além disso, um estudo bibliográfico bem feito é um ótimo começo”, afirma Tinho.

Membro de cinco bancas neste semestre, Tinho afirma que o TCC é uma atividade que enriquece também o orientador e os professores da banca, pois eles têm que ler sobre uma infinidade de temas diferentes que não estudariam em outra situação, e acabam aprendendo junto com os alunos.


Alunas estudando no 1º piso do Instituto de Linguagens

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Encontro Nacional de Educação acontece no próximo fim de semana

Por Caio Pimenta, Patrícia Dorileo, Sérvulo Neuberger

Imagem de divulgação do evento

Nesse fim de semana, de 8 a 10 de agosto, ocorre, no Rio de Janeiro, o primeiro Encontro Nacional de Educação, organizado pelo ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), que tem por objetivo debater a educação pública desde o ensino básico ao superior. Outra meta é traçar pontos em comum para a efetivação de um novo projeto político que contemple tanto os servidores quanto os usuários do sistema educacional.

O vídeo a seguir traz a importância do evento e as discussões que serão travadas: 



O encontro possui duas etapas: a primeira foi a regional, realizada nos dias 1° e 2 de agosto. Nesse primeiro momento foi feita uma análise das condições do ensino superior e básico no Estado de Mato Grosso. Foram realizados grupos de discussão com temas que iam desde o financiamento da educação pública ao direito do passe livre integral estudantil. As etapas estaduais buscaram elencar os problemas da política nacional e específicos da educação em cada região.

Mariana Freitas - Assessora de Imprensa da ADUFMAT


As propostas são encaminhadas à discussão nacional para serem apreciadas. Com isso, é possível ter um direcionamento comum de lutas em cada região. Essa articulação em defesa da educação pública é um movimento contrário ao realizado até o momento, em que o projeto atual oferece os 10% do PIB para a educação tanto pública quanto privada, em um período de dez anos. Esse movimento propõe que o montante seja destinado exclusivamente para a educação pública.


Áudio da entrevista com o Professor aposentado da UFMT, Waldir Bertúlio. 



Os meios pelos quais os interessados podem acompanhar informações sobre o evento




Serviços da Xérox do CACOS serão alterados nas próximas semanas

Por Desirêe Galvão, Gabriela Poletto, Isabela Mercuri

Xérox do CACOS e Cleiton, ao fundo

A copiadora “Alternativa”, do Instituto de Linguagens, terá suas atividades diminuídas nas próximas semanas. A falta de mão de obra qualificada trouxe problemas aos donos Leomar e Barbara Rossane, já que o funcionário do Centro Acadêmico de Comunicação Social (CACOS), Cleiton, vai embora para Portugal.

O tempo de espera na xérox do IE, que já é grande, pode aumentar 

A partir de quarta-feira (06), a xérox do CACOS não terá funcionário. “Eu vou para Portugal porque minha mãe arrumou emprego lá, e vou tentar a vida”, disse Cleiton. A coordenação da Xérox está treinando um substituto. Por pelo menos duas semanas, alguns serviços serão prejudicados e ficarão disponíveis apenas no Instituto de Educação (IE).

Veja no vídeo abaixo Barbara Rossane falando sobre as medidas que já foram tomadas e as mudanças que acontecerão:



A notícia, no entanto, ainda não chegou a todos os alunos. Muitos deles nem sabiam da possibilidade de a Xérox ficar fechada. É o caso de David Washington, 19: “Não ‘tô’ sabendo. Mas é uma facilidade ter uma Xérox por perto, e a gente perde nesse quesito”, disse.

David é aluno de Radialismo 

A principal renda do CACOS é o aluguel da Xérox, e essa seria mais uma preocupação dos membros da comissão do Centro Acadêmico. No entanto, o valor de R$175 por mês não será afetado, já que foi feito um acordo entre a coordenação e a gestão do CA.

A UFMT entrou no último mês de aula e, nessa época, a demanda nas Xérox aumenta: