quinta-feira, 17 de março de 2016

Intercom Centro Oeste 2016: pouco conhecimento dos novatos

JOYCY AMBRÓSIO
RAFAEL CANCIAN

Fonte: www.intercomcentrooeste2016.com
A Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) é uma instituição sem fins lucrativos, que promove o fomento e a troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado. Tem também o objetivo de estimular a produção científica entre todos os membros da academia, alunos, mestres e doutores.

Todos os anos, o evento realiza congressos regionais que debatem o tema proposto para o Intercom nacional, realizado no segundo semestre do mesmo ano. A produção acadêmica deve ser incentivada no decorrer da vida e principalmente no ingresso do aluno à universidade, que tem os programas de apoio para o deslocamento e estadia de alunos que apresentam seus trabalhos.  


Mas o que se percebe é falta de informação e fomento para os alunos. Muitos estudantes do 1º semestre de Comunicação Social da UFMT só conhecem o Intercom porque os colegas mais antigos os avisaram.


De acordo com Manoel de Souza Vieira, aluno do quinto semestre de Publicidade, conheceu o evento antes mesmo de entrar na universidade. Ele ajudou a organizar o Intercom Centro-Oeste que houve em Cuiabá. Ao entrar no curso, era o único que sabia sobre o evento e ajudou também a divulgar entre os colegas de sala a produzirem conteúdo para o congresso. 

Nos semestres iniciais do curso de Comunicação, a informação sobre o evento ainda é pequena, mas professores e veteranos convidam os alunos a conhecerem e saberem mais sobre os eventos, apresentando materiais expostos nos congressos anteriores. 

Daiane Marafon e Giovanni Ojedo são calouros de Rádio e TV, e já ouvem os rumores sobre o evento nos corredores e através dos professores. Para eles, o interesse em produzir conteúdo para o Intercom ainda é pequeno, porém muitos alunos querem participar apenas como ouvintes para poderem se inteirar do evento e escrever algum artigo ou produzir material audiovisual para as próximas edições.


Este ano o evento acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de maio na Pontifícia Universidade Católica de Goiânia (GO). As inscrições para submissão de trabalho vão até o dia 13 de abril. A premiação para os melhores trabalhos é simbólica, enriquecendo o currículo Lattes.

Estudantes vivem clima de insegurança na UFMT

JONY BARROS
PABLO RODRIGO

Com mais de doze mil estudantes, o campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Cuiabá vem ocupando as páginas policiais com o aumento da violência e criminalidade dentro da instituição e suas imediações. Assaltos, furtos, entorpecentes e até tentativas de estupros têm assustado a comunidade acadêmica, que cobra da gestão mais rigor e segurança.

“Um colega de curso foi assaltado em frente ao ginásio às 9h30 da manhã, por um ciclista armado com uma faca. E têm outros casos também”, disse uma estudante ao site  G1. Ela conta ainda que para ir de um bloco a outro à noite, somente de ônibus, porque ‘não há o mínimo de segurança’.

Segundo o cabo da PM, Santiago César Alves Rodrigues de Paula, que há um ano está lotado na Companhia da Polícia Militar do bairro Boa Esperança, disse que existe um convênio firmado entre a Polícia Militar e a UFMT para a realização de policiamento ostensivo dentro do campus durante 24 horas/dia, consistindo em rondas e parada de viatura em pontos estratégicos e que, para isso, são utilizados dois veículos.

24 policiais militares realizam o patrulhamento da região
(Foto: Divulgação SESP)
O policial disse, ainda, que há semanas que não são contabilizados registros de ocorrências, mas no cômputo geral do mês sempre há uma ou outra registrada, de maneira esporádica. As ocorrências que mais acontecem são as de natureza “furtos em veículos" e "uso ilícito de drogas”.

Para o segurança Eliel Dias da Silva, que trabalha em uma das guaritas da UFMT, a maioria dos furtos e roubos é praticada por pessoas que não estudam ou trabalham na universidade. “Trabalho há nove meses aqui e o que percebemos é que muitas ocorrências não são praticadas por pessoas da Universidade. Quem pratica algum crime lá fora, vem se esconder aqui. Depois aproveita para praticar um novo crime”, disse Eliel, que também reclamou da pouca quantidade de seguranças. “Nós somos em 30 seguranças por turno e, mesmo assim, é insuficiente para fazer a vigilância. O campus é enorme e tem muita gente. A Base Comunitária da PM ajuda a gente, mas mesmo assim precisaria de mais pessoas na equipe”, finaliza.

A segurança do campus da UFMT de Cuiabá é terceirizada
(Foto: Reprodução)
Por outro lado, existem pessoas que criticam a presença da Polícia Militar dentro da UFMT, alegando que os militares podem inibir a atuação dos movimentos sociais e da classe estudantil. “A presença dos policiais aqui pode ser prejudicial aos estudantes que quase sempre estão manifestando por melhorias na educação. Será que a PM aqui não poderá reprimir essas manifestações como já ocorreu recentemente e ocorre diariamente no país?”, diz Vitor Hugo, estudante de História e ativista do movimento estudantil em Cuiabá.

Outro lado
Por meio de nota, a UFMT informou que nenhum assalto foi registrado na Coordenação de Segurança do campus nos últimos meses e ressaltou que o registro de casos ajuda no combate a esse tipo de ocorrência. A reitoria afirmou ainda que são mantidas rondas dentro dos limites do campus e a guarda nos prédios.

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domingo, 13 de março de 2016

PMDB se reúne com membros do PSDB para discutir o cenário atual do Governo

Entre café da manhã e jantar, temos uma dança de cadeiras

DEODATO RAFAEL
JONY CÉSAR

Na última quarta-feira (09), o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) tomou uma posição ambígua: pela manhã, membros do partido tomaram um “café da manhã” com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à noite se reuniram com membros do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) para um jantar. Afinal, o PMDB é situação ou oposição ao governo?


Na última semana, o ex-presidente Lula sofreu condução coercitiva para depor na sede da Polícia Federal em São Paulo, por ordem do juiz Sérgio Moro, do Tribunal de Justiça Federal do Paraná. Este fato causou uma grande movimentação no cenário político e econômico do pais, ações da Vale e Petrobrás subiram, a Bovespa fechou em alta e o dólar e o euro caíram. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, se mostrou contra o modo de condução coercitiva do ex-presidente para o depoimento.

Lula foi acusado de falsidade ideológica e ocultação de patrimônio, que é uma modalidade de lavagem de dinheiro. Como o ex-presidente não possui nenhum cargo público, está sendo julgado como uma pessoa comum e pode ter a prisão preventiva decretada a qualquer momento, sem a necessidade de ser condenado.

Vendo estes fatores surgirem, a presidente Dilma Roussef convidou, na última terça-feira, o ex-presidente para um jantar e ofereceu-lhe um convite par ocupar algum cargo-chefe, mais especificamente a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) ou Secretaria de Comunicação (Secom) do Governo Federal. Se aceitar, ele terá foro privilegiado, ou seja, seria julgado pelo STF, que poderia ou não aceitar os documentos das investigações realizadas no Paraná.

Lula, por ora, resiste em aceitar o convite. Seria uma confirmação de “culpa” nos casos em que foi acusado. O vice-presidente Michel Temer não se pronunciou oficialmente sobre o caso envolvendo o ex-presidente.


Outro fator importante será a maratona de manifestações que ocorrem no Brasil hoje (13). Se Lula aceitasse a proposta poderia haver uma grande pressão popular para atingir o governo.

Dentro deste cenário, o PMDB atua como peça fundamental. Com o vice-presidente Michel Temer na base do governo, supostamente o partido estão do lado do PT para mudar o cenário político atual. Porém, ações ambíguas mostram uma certa ruptura com o próprio governo, criando ainda mais instabilidade política.

Para o professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso, Paulo da Rocha Dias, o PMDB “é a pior coisa que existe no Brasil”. Ele afirma que o partido se mostrou contra as posições tomadas anteriormente pela sua chapa, marcando uma suposta traição do PMDB ao governo. “Ontem eles tomaram um café da manhã com o Lula e deram de presente para ele uma Constituição, um presente que é totalmente ambíguo. O que isso quer dizer? Tomam café da manhã com o Lula e jantam com o PSDB. Por quê? 'O governo mudando ou não, eu [PMDB] estarei do lado dele'. Todos os vícios da política brasileira existem no PMDB”.


Porém, Paulo da Rocha menciona que existem pessoas boas no partido, como Roberto Requião (PMDB-PR) e Pedro Simon (PMDB-RS), mas, por serem poucos, acabam não fazendo a diferença. “Essas pessoas vieram do antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que era de oposição à ditadura. Mas do MDB não resta quase nada.

Se olharmos um pouco o histórico econômico, podemos mostrar que essas movimentações influenciam diretamente a economia do país. Isso se deve ao fato de nossas estruturas políticas serem centradas no Estado. Para o Professor doutor Joel Paese, do Departamento de Sociologia e Política da UFMT, este modelo de estrutura político-estatal muda o rumo da vida dos cidadãos a cada simples menções ou especulações políticas. “O atual quadro político passa por modificações, e essas modificações e mudanças sociais, devido a alguns fatores que marcam a nossa política há alguns anos, podem causar algumas bifurcações [mudanças nas esferas politicas e sociais]. Isso combinado a um esgotamento de um modelo econômico baseado no protagonismo do Estado que hoje se manifesta em inflação, relativamente descontrolada, crescimento econômico negativo, gerando pressões na base social do pacto político forjado nos últimos 13 anos, altera os fatores políticos. Agora, quais serão essas mudanças não há como prever, mas podem surgir novas alianças.”

Este modelo político leva a mudanças drásticas na sociedade muito mais fortes do que em outros governos que centram a sua política no mercado, como fator “dinâmico e articulador das relações sociais e políticas. O Brasil historicamente, desde sua origem, é centrado no Estado. Ele é o protagonista social, político e econômico”. O pesquisador encerrou dizendo que, nesta estrutura, temos uma cidadania e uma economia tutelada pelo Estado.

Ações como a do PMDB, de se relacionar e fazer e desfazer alianças constantemente, afetam a vida e o cotidiano de cada cidadão. Por isso, ações pró e contra o governo e a pressão do judiciário tornam ainda mais difíceis as mudanças e reestruturações que o país está tentando fazer para voltar a crescer.

quinta-feira, 10 de março de 2016

UFMT oferece intercâmbio para acadêmicos

Secri receberá inscrições até o dia 14 de março

ALLAN PEREIRA
CAMILLA ZENI
MAK FERNANDES

Secri/UFMT
(Foto: Allan Pereira)
Você já pensou em cursar parte da sua graduação em uma universidade estrangeira? A Secretaria de Relações Internacionais (Secri) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece a oportunidade por meio do Programa de Intercâmbio Internacional de Estudantes (PIIE) e Programa Académico de Movilidad Educativa (PAME). As inscrições serão recebidas via processo, diretamente na Secri, até o dia 14 de março.

Para participar é necessário ter mais de 18 anos, ter cursado as disciplinas do primeiro ano de algum curso de graduação presencial da UFMT e estar com a situação acadêmica de acordo com os artigos nº 10 e 14 da Resolução nº74/2014-Consepe. A seletiva é exclusiva para estudantes brasileiros e naturalizados.

O responsável pelo edital, Helder Marcelo Adversia Junior, explica que os interessados deverão entregar na Secri, até às 17h30 da próxima segunda-feira (14), um processo solicitando a participação. O documento deve ser feito no Protocolo Geral da UFMT contendo todos os itens relacionados no Edital SECRI nº 1/2016, dentre eles o formulário de solicitação de candidatura, uma cópia do Currículo Lattes atualizado e comprovante de domínio na língua exigida pela universidade acolhedora.

Os alunos dos campi de Rondonópolis, Araguaia e Sinop que quiserem participar da seletiva deverão digitalizar o processo capa-a-capa e enviá-lo ao endereço eletrônico info1international@gmail.com e spvinternational.ufmt@gmail.com.

Ao todo, nove países oferecem vagas para intercâmbio, nas mais variadas áreas de atuação, em 16 universidades. A relação completa pode ser conferida aqui, e todos os formulários que deverão ser anexos ao processo estão disponíveis no site da Secri.

A seletiva
O processo seletivo para mobilidade internacional envolve três etapas: a primeira é a validação da candidatura, por meio da análise do Currículo Lattes. Conforme o edital, cada atividade desenvolvida vale uma nota específica, que resultará na pontuação final do candidato.

A segunda etapa é a entrevista. Na Secri, os alunos habilitados passarão por uma atividade em grupo e entrevista individual com um psicólogo, que também atribuirá pontos ao candidato. Então, somam-se as notas da primeira e segunda fases.

Os candidatos melhores classificados poderão, então, escolher seu destino, dentre as universidades elegíveis.

Mobilidade internacional
Nos últimos dois anos, a Secretaria de Relações Internacionais publicou oito editais, concedendo a oportunidade de intercâmbio para mais de 50 alunos.

Acadêmica Ana Luísa, intercambista no México
(Foto: Arquivo Pessoal/Instagram)
Entre eles encontramos Ana Luísa Melo Ferreira, acadêmica de Jornalismo. Diferente da maioria dos alunos, que opta pela mobilidade para os grandes centros mundiais, como Estados Unidos, França e Portugal, a estudante escolheu o México como destino, e afirma não ter se arrependido. “Foi a melhor experiência da minha vida”, pontuou. “Eu tive contato com pessoas do mundo inteiro, com uma cultura belíssima. Aprendi a falar um novo idioma, conheci um sistema educacional totalmente diferente do nosso, que me ensinou a valorizar o ensino”.

Ana Luísa participou da seletiva do programa Fórmula Santander, aberta em 2014. O processo todo, desde as fases do edital, análise de currículo, entrevista com o psicólogo e a seleção da universidade, durou cerca de quatro meses, e em janeiro de 2015 ela já estava em solo mexicano.

Apesar de não ter conseguido aproveitar nenhuma matéria quando retornou à UFMT, a acadêmica recomenda a mobilidade para todos que tiverem a oportunidade, porque, segundo ela, a experiência adquirida com a vivência no exterior “é única”.

Para saber mais sobre os programas de intercâmbio ou conhecer outros editais, consulte a Secri pelos telefones (65) 3313-7294 / 7295 / 7296, e fique ligado na página do Facebook.

Lollapalooza agita Sampa no final de semana

JOYCY AMBRÓSIO
RAFAEL CANCIAN

O Lollapalooza, festival alternativo que acontece neste final de semana em São Paulo (dias 12 e 13), está em sua 5ª edição no Brasil. Mais uma vez, o local escolhido para sediar os shows foi o Autódromo de Interlagos.

Todos os anos, a festa gera impactos consideráveis na economia e no âmbito social. No ano passado, ajudou cinco projetos sociais, e na economia o Lollapalooza movimentou mais de R$ 93 milhões na economia da cidade, com gastos em hospedagem, alimentação, entre outros, de acordo com Observatório de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo.

A divulgação do evento está nos jornais, revistas, TVs e na internet, inclusive nas redes sociais Instagram, Facebook, Twitter. O festival proporciona a interação dos organizadores com o público, promove a inclusão de todos os grupos e é contrário a qualquer tipo de preconceito, como mostra a imagem a seguir:

(Foto: Perfil do evento no Twitter)
Amarilis França e Herick Barbosa vão ao Lolla pela primeira vez, e ambos esperam ansiosamente pelo show da dupla norte-americana Twenty One Pilots. Segundo Herick, “o evento tem um line-up legal, com muitas bandas que eu gosto, e este é o principal motivo de eu ir”. Amarilis ainda afirma que Twenty One Pilots é a principal banda "porque não é tão conhecida assim. Mas tem também Mumford & Sons, Jack Ü e Tame Impala, atrações que ela considera interessantes no festival".

Amarilis e Herick, ambos estudantes da UFMT
(Foto: Rafael Cancian)
Já para Aline, a experiência é muito mais do que musical. “É uma oportunidade incrível, além de terem bandas de que gosto bastante, como Die Antwoord. É também uma experiência para conhecer gente do Brasil todo”.

Um pouco de história
Criado em 1991, o Lollapalooza era pra ser apenas uma turnê de despedida da banda dos músicos Jane's Addiction e Perry Farrell. 

De início, o festival percorreu a América do Norte até 1997 e depois ressurgiu em 2003. O evento não foi tão lucrativo nos primeiros anos, mas depois de 2003, com parcerias, conseguiu se reestruturar. Em 2010, o Lolla estreou no exterior, pousou em solos chilenos e, em 2012, no Brasil. 

A palavra Lollapalooza é do século XIX e significa "uma extraordinária ou incomum coisa, pessoa, ou evento; um exemplo excepcional ou circunstância".

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PSD se torna a maior bancada na Assembleia Legislativa

A legenda passa a ter cinco deputados estaduais, desbancando o PR, que vem perdendo diversos parlamentares

PABLO RODRIGO

O Partido Social Democrático (PSD) realiza, nesta sexta-feira (11), o seu primeiro grande ato de filiações em Mato Grosso desde a sua reestruturação, sob a liderança do vice-governador Carlos Fávaro (PSD). O ato está previsto para acontecer às 19h, em um hotel da capital.

Entre as lideranças que irão aderir à legenda estão o suplente de deputado federal, Augusto Curvo, o Tampinha, que deixará o PDT, assim como os deputados estaduais Wagner Ramos e Ondanir Bortolini (Nininho), ambos do PR, e Leonardo Albuquerque, também do PDT. O vereador de Cuiabá, Domingos Sávio (SD), vai oficializar a sua ida para o PSD durante o evento. Todos migram para a sigla após articulação de Fávaro, presidente da Executiva Estadual do partido.

Ainda estão previstas filiações de prefeitos e vereadores do interior do Estado. Os nomes não foram revelados por Carlos Fávaro. O social-democrata, entretanto, garantiu que haverá surpresas.  “Desde que assumimos o PSD no Estado, estamos trabalhando para fortalecer a sigla e, principalmente, construir um projeto que seja de interesse da população. Por isso, estamos buscando vereadores, prefeitos, deputados e lideranças sociais que possam contribuir com o nosso projeto para um Mato Grosso melhor”, explicou Fávaro.

O vice-governador Carlos Fávaro colocou o PSD como principal legenda na base de apoio ao governo Taques  (PSDB)
(Foto: Assessoria)














O deputado federal Victório Galli (PSC) e o senador Blairo Maggi (PR) também eram cotados para se filiar ao partido. Ambos já descartaram a possibilidade. O cristão afirma que optou por permanecer em seu partido de origem por consideração às lideranças políticas que lá estão. “Eu vou ficar para conversas com lideranças, levando em consideração os trabalhos que já venho realizando. Se dependesse somente de mim, iria”, garantiu.

Uma forte articulação nacional e local buscou trazer Maggi para o PSD. O convite foi feito pelo presidente estadual da legenda, Carlos Fávaro, e teve a chancela do líder nacional, o ministro das Cidades, Gilberto Kassak. O senador, entretanto, já descartou a possibilidade. O desejo do republicado era migrar para o PMDB, mas ele recuou da ideia para evitar um racha interno dentro do Partido Republicano (PR).

Esse troca-troca de partido só é possível graças à reforma política aprovada pelo Congresso Nacional, que chancelou a chamada janela. Ela permite a mudança de legenda sem a perda do mandato eletivo.

Os interessas têm até o dia 1º de abril para efetivarem a troca, conforme Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pelo Congresso Nacional. A medida beneficia principalmente os vereadores, tendo em vista a eleição municipal de outubro.

UFMT recebe o XXXI Congresso Brasileiro de Zoologia

BARBARA MULLER
CAMILA CABRAL
JOSYANE MACHADO


Abertura do evento, realizada no teatro da Universidade, com a palestra magna de Hussam El Dine Zaher, ex-diretor do Museu de Zoologia da USP
(Foto: Organização do evento)
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) recebe, entre os dias 8 e 11 de março, o XXXI Congresso Brasileiro de Zoologia. O evento reúne palestras, simpósios, minicursos e apresentações de trabalhos nas áreas de biociências, gestão ambiental, zoologia, dentre outros. A realização é fruto de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Zoologia e os Programas de Pós-graduação em Zoologia, Ecologia e Conservação da Biodiversidade da UFMT.

Segundo Vinícius Corrêa, membro da equipe de organização e estudante de Biologia da UFMT, são esperadas aproximadamente mil pessoas para o congresso. Porém ele ressalta que, por causa da crise, o número ainda está abaixo das expectativas. “Achei meio fraco, vieram poucas pessoas. Como é um congresso bem tradicional, nos anos passados eram cerca de três mil pessoas”.

A mestranda em Ciências Ambientais, Lohaine Silva, também apontou as dificuldades financeiras do país como um fator limitante para a realização do evento. Mas ela também frisou a importância de interagir com outros pesquisadores “porque, querendo ou não, hoje em dia você nunca faz nada sozinho. Então, o fato de você conhecer pessoas, fazer contatos para produzir trabalhos e ver o que os outros estão fazendo é muito bom”. Os participantes têm a oportunidade de trocar experiências com pesquisadores de todo o Brasil e também do exterior.

O Congresso encerra amanhã (11) à noite com a conferência de Karen Schmidt de Camargo, representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), abordando a política de fomento à pesquisa na área de Zoologia. 

Para mais informações, acesse o site do evento ou página do Facebook.